1º Lugar
Título do trabalho
"Melhoria em revestimentos anticorrosivos pela incorporação do pó da fibra de coco"
Autor
Bárbara Rodrigues Freitas
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais
Orientador
Fernando Cotting
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais
Resumo do trabalho
Os revestimentos orgânicos são o principal método de proteção metálica contra a corrosão atmosférica, devido ao seu custo-benefício. Os sistemas de pintura anticorrosivos com resina epóxi apresentam alta eficiência, entretanto esses materiais são aprimorados pela adição de aditivos orgânicos e inorgânicos. Os aditivos bloqueiam os microporos da superfície presentes nos revestimentos à base de resina epóxi. Aliando a questão ambiental e econômica do reaproveitamento de um subproduto agrícola, com a necessidade de pesquisa e desenvolvimento de componentes para revestimentos ecologicamente corretos, este trabalho analisa a viabilidade da incorporação da microfibra de coco, como pigmento renovável, em revestimentos tintoriais e anticorrosivos à base de resina epóxi. Para a incorporação no sistema epóxi, a fibra foi fragmentada e peneirada (MESH 250). Para melhorar a incorporação no sistema epóxi, as microfibras foram submetidas a um tratamento alcalino, com imersão em solução de hidróxido de sódio – NaOH 5% em massa – por 24 horas. A caracterização morfológica da microfibra não tratada (FN) e da microfibra tratada (FT) foi realizada por meio de difração a laser e microscopia eletrônica de varredura (MEV). As amostras de FN e FT foram analisadas por espectroscopia na região do infravermelho com transformada de Fourier (FTIR-ATR) e sua degradação térmica por análise termogravimétrica (TG/DG). Além disso, as amostras foram caracterizadas quanto à densidade e absorção de óleo. Para a avaliação da efetividade como pigmento anticorrosivo, foram realizados ensaios gravimétricos de perda de massa e medidas de polarização potenciodinâmicas. Após a incorporação da fibra, os revestimentos foram avaliados por meio da técnica espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE). Apesar da alta absorção de óleo das amostras (FN-95,73, FT-99,46), elas apresentaram baixa densidade, resultando em valores de CPVC que possibilitam a formulação de revestimentos com PVC ideal. Os resultados de FTIR-ATR mostraram que as amostras de microfibras não tratadas possuem uma matriz lignocelulósica e taninos em sua composição, por outro lado, foi identificada a remoção de alguns materiais da estrutura na amostra tratada, aumentando a concentração de lignina em sua estrutura. Os resultados de perda de massa e das curvas de polarização potenciodinâmica mostraram uma eficiência de inibição de aproximadamente 70% para FN e 90% para FT. Os revestimentos em que a microfibra não tratada foi incorporada apresentaram maiores valores de módulos de impedância em baixas frequências (BF), em
relação as demais amostras. Por meio do presente estudo foi possível verificar que o pó de fibra de coco tem um potencial uso como um pigmento verde tintorial e anticorrosivo para o sistema epóxi.
2º Lugar
Título do trabalho
"Ajuste da força de tingimento em dispersões de pigmentos através da técnica de transmitância em equipamento específico"
Autores
Ariel Brandt Lopez
RMA Tecnologia Industrial Comércio Importação e Exportação LTDA
Eduarda Diefenbach
RMA Tecnologia Industrial Comércio Importação e Exportação LTDA
Orientadores
Ernani Otávio Paludo
RMA Tecnologia Industrial Comércio Importação e Exportação LTDA
Rogério Batista Auad
RMA Tecnologia Industrial Comércio Importação e Exportação LTDA
Resumo do trabalho
Nas últimas décadas, o setor da indústria de tintas enfrenta uma crescente demanda por produtos com cada vez mais qualidade e mais sustentáveis de maneira que a cadeia produtiva seja melhorada como um todo. No entanto, as margens de contribuição estão cada vez mais pressionadas devido à forte competição entre os fabricantes.
De maneira a contornar essa questão, o presente trabalho propõe o uso da técnica inédita de Transmissão da Luz através de amostras in natura de dispersões de pigmentos para controle da Força de Tingimento, utilizando o equipamento denominado Transmicell. Tendo em vista que as dispersões de pigmentos apresentam uma alta opacidade, estes produtos têm como característica o bloqueio quase total da luz. Desta forma, esta técnica que permite a Transmissão da Luz através de tintas e concentrados é única e completamente inovadora, quebrando paradigmas existentes na Indústria de Tintas.
Através dessa nova metodologia, é possível discriminar diferenças muitas vezes não perceptíveis nos testes tradicionais através da técnica de reflexão a seco. As diferenças de Força de Tingimento entre os lotes possibilitam a realização de ajustes, estimados através de curvas de resposta geradas para cada produto, utilizando com referência o limite inferior de especificação desta propriedade.
A medida da Força de Tingimento pelo método convencional, via reflexão, é realizada de forma manual, aplicando o produto à uma espessura fixa predeterminada e realizando a cura prévia do material para que a película de revestimento possa ser medida utilizando um espectrofotômetro de reflexão. Essa técnica demonstra uma baixa sensibilidade e um R&R pobre, dificultando o seu uso para um ajuste de uma propriedade tão importante.
Neste estudo, as dispersões de pigmentos foram ajustadas utilizando a Transmissão da Luz para o acerto da Força de Tingimento, comprovando a sua eficácia e sensibilidade, demonstrada através da aplicação do lote ajustado em cartela ao lado do lote definido como padrão. Desta forma, o estudo demonstra a possibilidade de expressivos ganhos em qualidade, redução de custo variável e redução no tempo de controle de produção para a Indústria de Tintas.